202004.20
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Como driblar a ansiedade? – Parte 1

Mudar de país, começar o processo de cidadania, iniciar sonho de anos, esperar o vigile, lidar com uma pandemia global… Como manter-se bem psicologicamente de acordo com esse cenário? Como controlar o emocional para enfrentar essas fases?


Batemos um bate-papo ao vivo com Ana Paula Ciquito, psicóloga com vivência no exterior, onde discutimos sobre como lidar com mente e driblar a ansiedade não só quanto aos processos que envolvem a cidadania italiana, mas principalmente nessa época tão delicada que estamos vivendo.

Baseado nesse bate-papo, organizamos as principais dicas e explicações dadas pela profissional em dois artigos (essa é a primeira parte!), afinal, são conselhos muito válidos e podem gerar uma melhoria em qualquer época de nossas vidas!   

O que é a ansiedade?

O primeiro aspecto explicado pela Ana Ciquito é que a Ansiedade possui níveis de intensidade que determinam seu grau de normalidade ou patologia:

Existe o  Transtorno de Ansiedade, que é uma patologia e deve ser tratado com psiquiatra e/ou psicólogo e a Ansiedade não patológica (considerada normal) que produz certo nervosismo e preocupação. Na Live abordamos APENAS esse segundo nível de ansiedade.

Como controlar a ansiedade na espera da cidadania?

Ana relatou que segundo a psicologia cognitiva, os pensamentos gerados pela ansiedade “produzem distorções na hora de orientar-se no mundo e ver a realidade”. 

Neste sentido, ela indicou alguns pensamentos mais comuns que podem gerar ansiedade e expõe algumas dicas de como lidar com eles. 

Pensamento de antecipação

Aquelas ideias baseadas em coisas que ainda não são certas e não permitem com que o “hoje” aconteça. Para evitar esses pensamentos de antecipação, você deve:

  • Ao invés de preocupar-se, ocupar-se: Realizar tarefas e manter a cabeça ocupada ainda é a melhor ferramenta para evitar pensamentos equivocados;
  • Vivenciar o presente e não o futuro: Não adianta sofrer por um futuro que não conhecemos;
  • Viver um dia de cada vez: Estipular períodos curtos e não pensar  em diversos meses adiante;
  • Ter o controle da sua rotina: Gerencie seu dia da melhor maneira.

Pensamentos pessimistas

São os pensamentos que focam no problema sem ser capaz de ver as soluções. Sim, às vezes a gente pensa que vai dar tudo errado, e que não tem mais jeito.  As dicas da psicóloga para evitar o desenvolvimento desses pensamentos são:

  • Tente focar na solução e não no problema! Para cada pensamento pessimista, tente criar uma solução. Esse ciclo pode tornar as coisas mais leves!;   
  • Tenha em mente que a cidadania é um processo feito por pessoas e podem SIM ocorrer imprevistos.  Mas no final, de alguma forma, as coisas sempre se ajeitam.

Pensamentos de generalização de negatividade

Esses pensamentos podem fazer com que nossa mente transforme um caso específico em uma regra para a vida, e passamos a acreditar que essa é a verdade absoluta. Para evitar:

  • Fuja de comentários ou procurar saber das experiências negativas de outros. Isso pode gerar incertezas irreais e desnecessárias para o seu processo;
  • Confie na profissional escolhida. Afinal, você contratou uma assessora  justamente para correr o risco por você e assegurar que grandes problemas não te atinjam. Confie;
  • Espelhe-se em pessoas que passaram pelo processo de maneira positiva, pois pode gerar um conforto maior em nossos pensamentos.

Pensamentos perfeccionistas

São pensamentos que estabelecem um nível exagerado de exigência consigo mesmo e com os demais e que prevêem que tudo deva ocorrer EXATAMENTE como o programado para dar certo. Para evitar, é indicado:

  • Ter flexibilidade mental: é importante saber que nada é estático e que o processo pode variar em alguns aspectos, mas que tudo sairá bem;
  • Diminuir a exigência para si e para os demais; 
  • Trabalhar com datas máxima: O processo de cidadania pode durar um tempo máximo e por mais que todos queiram que isso aconteça o mais rápido possível, se programe para permanecer o maior tempo possível. Desta forma, o que vier antes é lucro.


Atenção: Esse artigo está dividido em duas partes. Clique aqui e confira o segundoartigo!



*Artigo realizado em colaboração com a psicóloga Ana Ciquito e Isabelle A. Garotti, formanda em Relações Públicas pela Università di Udine – IT.